Desenv. Econômico
24/05/2016

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Fusão de PqTec e CECOMPI amplia o polo de inovação de São José
O Parque Tecnológico de São José dos Campos e o Cecompi (Centro para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista) anunciaram a fusão das entidades nesta terça-feira (24) em solenidade com uma centena de autoridades, empresários e representantes de instituições de ensino e pesquisa do município.

Com essa mudança, São José passa a abrigar o maior e mais estruturado complexo de inovação e empreendedorismo do país, com mais de 300 empresas, entre residentes, incubadas e associadas, e seis universidades instaladas em uma área de 2.500 hectares.

“A união do Parque com o Cecompi teve uma motivação natural, uma vez que ambas as instituições compartilham o objetivo de promover o empreendedorismo inovador e a competitividade das empresas. A posição de liderança nacional alcançada com essa fusão nos dá a responsabilidade de ampliar cada vez mais nossas atividades de fomento da ciência, tecnologia e inovação”, disse o diretor geral do Parque Tecnológico.

Para o prefeito, a fusão irá ampliar as ações em pesquisa, inovação e tecnologia no município. “O Parque Tecnológico de São José dos Campos já era considerado uma referência nacional e internacional, sendo, inclusive, uma fonte de inspiração para o projeto de cidade tecnológica do presidente do Equador, Rafael Correa, que nos visitou em 2014. Por isso, essa fusão aproveita o melhor das duas entidades para um salto qualitativo, e não apenas quantitativo”, afirmou.

Fundado em 2003, o Cecompi está no Parque Tecnológico desde a inauguração do mesmo, em maio de 2009. Com a fusão, todas as atividades, programas e empresas associadas do Cecompi, que incluem o Cluster Aeroespacial e Defesa, o Arranjo Produtivo Local em Tecnologias de Informação e Comunicação (APL TIC Vale), o Escritório de Negócios e os programas de Incubadoras de Empresas e da Galeria do Empreendedor, serão incorporadas pelo Parque Tecnológico.

Para o diretor de negócios do Parque, a união fortalece a sinergia entre associados aos clusters, empresas incubadas, residentes nos centros empresariais, pesquisadores dos Centros de Desenvolvimento Tecnológicos, universidades e grandes empresas. “Teremos agendas únicas, mais estratégicas e com maior retorno ao associado, por estarem concentradas em uma única instituição”, avaliou.

Os empresários também aprovaram a medida. “A fusão dará às empresas incubadas a oportunidade de crescerem e se desenvolverem no longo prazo. Nossa expectativa é que as empresas-âncoras do Parque tragam essas empresas menores para seus projetos utilizando todas as tecnologias disponíveis no complexo”, comentou o presidente da Visiona.

Outras vantagens da incorporação são o fortalecimento da gestão e da governança que passa a concentrar estrategicamente recursos humanos, técnicos e financeiros. O Parque Tecnológico passa a contar agora com R$ 3 milhões a mais em seu orçamento anual, o que representa um aumento de 20% ao ano (de R$ 15,6 milhões passa para R$ 18,6 milhões). Seu quadro de funcionários também irá aumentar, passando de 23 para 43 funcionários.

Além disso, o volume de recursos captados para investimento em P&D fica duas vezes maior, passando de R$ 11 milhões para R$ 22 milhões. Dinheiro oriundo das parcerias e convênios que o CECOMPI mantinha com entidades como FINEP, APEX, ABDI, SEBRAE e SDECTI/SP, que serão mantidos e poderão ser ampliados.

Durante a solenidade, o secretário de Educação apresentou um projeto vinculado ao programa Escola Interativa e que vem sendo conduzido com a Imersão Visual, uma empresa incubada do Parque.

“Queremos criar nas salas de aula um ambiente de realidade virtual com simulações que permitam a interação entre o professor e sua turma naquela realidade. Hoje, estamos finalizando a implantação da Escola Interativa, que é uma experiência de larga escala de inserção de tecnologia na educação”, disse o secretário.

“O objetivo é transmitir conhecimento às crianças de forma lúdica, podendo inclusive competir com os videogames”, destacou o diretor da empresa.

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