Prefeitura Municipal de São José dos Campos

26/03/2015
Celebrações Religiosas
Museu Vivo mostra a cultura popular presente na Semana Santa
Museu do Folclore
Atividades serão na área externa do Museu do Folclore, com a presença de diferentes fazedores da cultura popular locais e regionais
 
O Projeto Museu Vivo vai mostrar neste domingo (29), das 14h às 17h, no Museu do Folclore de São José dos Campos (Avenida Olivo Gomes 100), no Parque da Cidade, um pouco do que foi incorporado à cultura popular nas celebrações religiosas realizadas pela Igreja Católica durante a Semana Santa.

As atividades, gratuitas e abertas ao público, serão na área externa do Museu, com a presença de diferentes fazedores da cultura popular locais e regionais.

Entre as demonstrações deste domingo estarão a produção da paçoca, a confecção de flores de papel e o ‘canto da Verônica’. Os convidados são Sofia de Faria Ramos, Maria José Moreira Teodoro e Maria Luciana Aparecida da Silva.

Dona Sofia, mineira de Candelária, vai mostrar como faz a paçoca no pilão. Quando veio morar em São José, ela não tinha pilão e passou a fazer paçoca no liquidificador. Ela conta que aprendeu com a mãe, que sempre fazia a iguaria quando tinha amendoim maduro em casa, e não somente na Quaresma.

O consumo da paçoca é comum durante a Quaresma. Acredita-se que, devido à tradição cristã de não comer carne neste período, a paçoca passou a ser uma opção saudável e saborosa.

Maria José nasceu na zona rural de Piranguinho (MG), onde viveu e trabalhou até os 27 anos, quando veio morar em São José em busca de melhores oportunidades. Trabalhou como metalúrgica e empregada doméstica. Ela vai mostrar como fazer flores de papel. Na infância, Dona Maria José ajudava a mãe a confeccionar esses enfeites para as festas religiosas, especialmente a da Santa Cruz e as juninas.

As flores de papel, ou mesmo de pano, eram muito utilizadas nas procissões e na decoração das igrejas durante a Semana Santa. Mesmo tendo dado lugar às flores naturais, continuam sendo feitas para outras ocasiões.

Maria Aparecida nasceu na área rural de Bananal (SP) e aos sete anos passou a morar com a família em Caraguatatuba. Foi lá que aprendeu a ‘cantar a Verônica’, porque achava bonito. De acordo com a tradição católica, Verônica foi a mulher que limpou o sangue e o suor da face de Jesus Cristo durante sua caminhada à crucificação. O rosto de Cristo ficou marcado no pano. Com o passar do tempo, o lamento de Verônica, após a morte de Jesus Cristo, virou canto.

Mais informações sobre o evento pelo telefone 3924-7318.
 

Acessado em 01/06/2020 através do endereço http://servicos2.sjc.sp.gov.br/noticias/noticia.aspx?noticia_id=20032