Exposição “Máscaras” revela detalhes da tradição das Folias de Reis do RJ
27/11/2014

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A exposição Máscaras, que apresenta o universo das Folias de Reis do Rio de Janeiro, ficará no Centro Cultural Clemente Gomes (Avenida Olivo Gomes 100), em Santana, até o dia 20 de janeiro. A entrada é franca e a visitação pode ser feita de segunda à sexta-feira, das 8h às 22h, e aos sábados, das 8h às 18h.

Na mostra, a tradição das Folias de Reis está representada em 29 máscaras, quatro manequins com vestimentas típicas, painéis com fotografias de grupos de palhaços (nome dado aos foliões que se fantasiam) e do processo de produção das máscaras, modeladas em espuma, utilizadas durante as peregrinações às casas dos devotos da manifestação popular.

As peregrinações reproduzem a viagem da Sagrada Família para Belém, fugindo da perseguição de Herodes e a visita dos Reis Magos (Gaspar, Melquior e Baltazar) ao menino Jesus, levando como presentes ouro, incenso e mirra.

O acervo exposto pertence ao Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), do Museu de Folclore Edison Carneiro, da Prefeitura de Miracema (RJ), além de figurinos de grupos de Folias de Reis do Estado do Rio e colecionadores.

Para o universitário William de Souza, a exposição é uma oportunidade para ter mais contato com a tradição popular. “Eu só tinha visto isto pela TV e uma vez na minha rua, mas nunca tinha vivenciado muito a fundo. É uma tradição que merece ser melhor entendida”, contou.

As máscaras representam o medo de cada ‘palhaço’ que deve ser afastado e transmutado em bênçãos e boas energias. Tendo aparências que ora parecem figuras humanas assustadoras ora animais.

A estudante Larissa Viviane, que também visitou a exposição e achou o acervo muito interessante. “As formas das máscaras causam um forte impacto. Me deixou um pouco assustada, porque eu nunca tinha visto assim, tão de perto”, afirmou.

A mostra é uma realização da Prefeitura de São José dos Campos, por meio da Fundação Cultural Cassiano, o Museu do Folclore e do Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), em parceria com as entidades que compartilham as peças, e o Departamento Cultural SR3 da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

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