Cultura popular volta a ser destaque no ‘Museu Vivo’ deste domingo
11/09/2015
Dupla de violeiros, Lucas e Barrinha
Lucas Henrique da Rosa Barros e seu tio, Benedito da Rosa Barros, formam a dupla Lucas e Barrinha de São Bento do Sapucaí

Pelo quarto final de semana consecutivo, o Museu do Folclore de São José dos Campos reúne representantes da cultura popular da região. É o Projeto Museu Vivo, que neste domingo (13) terá a participação de Lucas e Barrinha (dupla de violeiros), de Maria José de Oliveira (culinária) e Aurora do Carmo e Silva (artesanato).

O ‘Museu Vivo’ é realizado pelo menos duas vezes por mês, sempre no domingo, das 14h às 17h, na área externa do museu. O projeto visa valorizar a cultura popular local, dando oportunidade para que os ‘fazedores’ mostrem sua sabedoria por meio dos seus trabalhos, seja no artesanato, na culinária ou na música. Ao mesmo tempo, permite que o público conheça mais de perto a cultura popular regional.

Lucas Henrique da Rosa Barros (23 anos) e seu tio, Benedito da Rosa Barros (68 anos), formam a dupla Lucas e Barrinha. Eles são de São Bento do Sapucaí (SP) e têm histórias e desejos parecidos quando se trata de cultura popular. Lucas quer voltar a morar na roça, onde passou toda sua infância ao lado do tio, que nunca morou na cidade.

Mineiro de Belo Horizonte, Lucas é o violeiro da dupla e conta que aprendeu a tocar de ouvido, com o pais e os amigos que estão sempre tocando e cantando no restaurante que a família tem em São Bento do Sapucaí. Ele estuda engenharia e trabalha na Petrobras, sabe domar cavalos e todo fim de semana está na roça ajudando os pais e o tio Barrinha.

Benedito, natural de São Bento, tem orgulho de ser caipira e, apesar de não tocar nenhum instrumento, é a voz forte na dupla com o sobrinho. Canta desde pequeno e já participou de grupos de catira, festa de São Gonçalo e terço cantado. É produtor rural e vive do comércio de gado de leite, além de pequenas lavouras.

Bolinho frito de polvilho

Maria José Oliveira é mineira de Brasópolis. Aos 12 anos aprendeu a fazer bolinho frito de polvilho com sua mãe, só de ficar observando ela preparar a iguaria, que a família comia todos os dias no café e no local de trabalho: o campo. Ela conta que até hoje faz esse bolinho, apesar de o polvilho industrializado não ser tão bom quanto o que produziam em casa antigamente.

Peças de barro

Nascida e criada na roça, em Paraisópolis (MG), Aurora do Carmo e Silva, hoje com 75 anos, continua a fazer figuras de barro, geralmente das lembranças da sua infância, como a de uma casa de pau a pique, igual à que ela morou até seus 12 anos. O que era uma brincadeira de criança com a tia e a prima, se transformou num trabalho sério e dedicado.

Com o tempo, ela aprimorou a sabedoria adquirida na infância. Hoje, as figuras que mais faz são de santos, além de também restaurar peças danificadas. Aurora veio para São José dos Campos aos 25 anos de idade e trabalhou como babá, faxineira, cozinheira e até como soldadora manual na Ericsson, onde ficou por 12 anos.

O Projeto Museu Vivo é realizado pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) e Museu do Folclore de São José dos Campos, com a gestão do Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), associação social sem fins lucrativos.

O Museu do Folclore fica na Avenida Olivo Gomes, 100, Parque da Cidade, Santana. Mais informações pelo telefone 3924-7318.

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